Depois de ver o show do Los Porongas, domingo passado, no Itaú Cultural, fui encontrar meu amigo arquiteto, o Brinquedo, no Reserva Cultural. Combinamos de ver Paris, te amo, feito com vários fragmentos de histórias que têm Paris como cenário.
Essa semana, o filme foi o assunto do jantar no trabalho. A primeira história foi a que mais me marcou, por ser exatamente da maneira como costumo categorizar as histórias francesas. Meio sem pé nem cabeça e absolutamente possível de acontecer com o pai de um amigo. Um cara sozinho, quando acha um vaga para estacionar e espera no carro – não se sabe o quê – socorre uma mulher que passa mal na calçada. Depois de uma pequena multidão se unir em volta dela, ele a coloca dentro do automóvel. A intenção é ajudar, deixar a moça descansar. Quando os dois se olham no olhos, ela deitada no banco de trás e ele, ao volante, a impressão que se tem é que o mundo passa a fazer todo sentido para os dois. E isso é tão possível quanto improvável. Dois desconhecidos se cruzam ao acaso e rola, assim, uma eletricidade, uma faísca, uma chama.
Tem umas histórinhas bizarras, como a do vampiro, protagonizada pelo eterno Frodo Bolseiro. O pessoal do trabalho comentou que o diretor de um dos esquetes faz uma ponta nessa história. Me agrada essa idéia de bricandeira no set, a equipe animada com a idéia de um dos diretores aparecer, meio secreta, meio piada.
Mas a última, com a carteira americana que vai fazer turismo na cidade luz é demais. Fecha mesmo com chave de ouro, com a licença poética do lugar comum porque este é um texto despretencioso de blog.
Paris, eu também te amo.
I love you pra chuchu
30 07 2007Comentários : Deixar um comentário »
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Fresta
29 07 2007A janela do quarto não fecha completamente. Fica um vão pequeno entre a fechadura e a esquadria, por onde entra em vento frio que gela os ossos.
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Porque hoje é sábado
28 07 2007Antes de mudar, uma amiga veio e copiou meia dúzia de CDs casa antiga em que eu morava. Atrasada para pegar o ônibus de volta, ela não conseguiu gravar as faixas, que acabaram dentro do meu iPod vermelho.
Dias desses no táxi, me peguei perdida ouvindo a gravação de um show do Toquinho, Vinícius e Bethânia em Buenos Aires.
Uma das faixas é apenas a declamação do poetinha sobre sábados. Perfeita pra um como esse, com São Paulo cinza, vento frio e garoa.
Vejo a cidade da janela da redação. Por cima dos prédios, há uma bruma branca que parece contaminar a alma, deixando o dia claro, mas opaco.
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iPod no ônibus
28 07 2007Acho que ela está certa quando diz que estou sempre esperando pela pancada e que tudo não passa de coisa da minha cabeça. Cara, o cérebro da gente tem uma capacidade incrível de dar milhares de voltas, sem necessariamente sair do lugar. Eu sou dessas que criam regras absurdas e passo a acreditar que elas são verdades plenas e incontestáveis. Agora que percebi, isso melhorou muito, mas foi dificil.
Quando acordamos ontem, estava sonhando que estava em uma casa que inundava. Um cômodo de cada vez ficava com água na altura da minha canela. Eu, puta com a pessoa que estava lá no sonho, aparvalhada e sem saber com ajudar. E mais brava ainda porque não tinha a menor idéia de onde vinha tanta água.
Ela conseguiu explicar tudo, menos o aparvalhado. Até a relação com o sonho do macarrão no dia anterior.
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Sexta
27 07 2007Noites de sexta são foda. Simplesmente não dá pra ir pra casa. Semana inteira trabalhando, na tensão. Repousar seria pior.
Certo está o Osho. O segredo da meditação ativa é tensionar ao máximo. Aí sim, obtemos um relaxamento verdadeiro.
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Politicamente incorreto
27 07 2007The relationship between age and productivity among male jazz musicians, male painters, male writers, and male scientists—which might be called the “age-genius curve”—is essentially the same as the age-crime curve.
For nearly a quarter of a century, criminologists have known about the “age-crime curve.” In every society at all historical times, the tendency to commit crimes and other risk-taking behavior rapidly increases in early adolescence, peaks in late adolescence and early adulthood, rapidly decreases throughout the 20s and 30s, and levels off in middle age.
Both crime and genius are expressions of young men’s competitive desires, whose ultimate function in the ancestral environment would have been to increase reproductive success.
Women often say no to men. Men have had to conquer foreign lands, win battles and wars, compose symphonies, author books, write sonnets, paint cathedral ceilings, make scientific discoveries, play in rock bands, and write new computer software in order to impress women so that they will agree to have sex with them. Men have built (and destroyed) civilization in order to impress women, so that they might say yes.
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Pastor Luz
27 07 2007
Ele era mesmo um passageiro do vôo 3054.
***
Não tenho uma opinião formada, mas é estranho demais.
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Portal do tempo em Pinheiros
26 07 2007Depois de passar a manhã em Guarulhos, quase que literalmente caçando um cara nos angares de Cumbica, e uma tarde quente (polissemia) no jornal, achei que tivesse conseguido uma carona pra casa. Mas havia uma condição: ir ao lançamento de um CD. De HEAVY METAL.
Cerveja e petiscos for free e a oportunidade de encontrar gente diferente. Muito diferente de mim e daqueles com quem costumo estar, pelo menos.
A maioria dos caras estava na casa dos 30 ou um pouco além. Me faz pensar que rock ‘n roll é mesmo uma questão de ter atitude. Sem abstrair preconceitos e idéias pré-concebidas, aposto que trabalham com alguma coisa ligada à informática e se vestem com camisa e calça jeans no dia-a-dia.
Ok, pelo menos meia dúzia eram jornalistas ou gente ligada à TV. Três ou quatro, músicos. Dois ou três adolescentes. E exatamente dois eram senhores vestidos com terno claro e gravata (e NÃO eram seguranças!) Mas naquele bar só tinha uma coisa: fãs de heavy metal. Totalmente ANOS 90.
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Free
26 07 2007De um mendigo, deitado em frente ao caixa eletrônico na Brigadeiro Luis Antônio, para uma mulher que passava apressada:
-Moça, tem um cigarro?
-Ô, querido, não tenho cigarro. Não fumo.
-NÃO FUMA PORQUE NÃO QUER!
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Réveillon
25 07 2007
Foram quase vinte dias ao lados de amigos queridos neste início de 2007, no Rio. A maior parte das manhãs tinha como trilha a canção do Hot Chocolate, que o Pedro Bruno insistia em confundir com Marvin Gaye. Alternávamos com as músicas da Amelie Póulain. Janeiro ensolarado que deixou no pulso um resto de fitinha branca do Bonfim.
I belive in MIRACLES.
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