Eu preciso salvar o mundo

29 11 2007

A meia-luz, a luz negra, o samba soul rock and roll de Recife, a Marília-Maravilha e eu.





=S

15 11 2007

Quando era criança, conheci um pastor que disse ter jejuado por um mês. Não me lembro por qual motivo. Diziam que era Deus quem mantinha as pessoas vivas enquanto elas não comiam em sacrifício por alguma coisa. Acho que pode ser mesmo. O milagre deve acontecer quando há bom senso dos dois lados. De quem pede e de quem faz. Não foi o que aconteceu nesse caso.





Sorte de hoje

15 11 2007

Assumindo o poder sobre a própria vida
O conselho emitido pelo ***** vem através da imagem do ****, chamado “*******”, cuja imagem nos revela uma figura masculina solidamente colocada, irradiando poder e autoridade. O pedido do **** é o da importância de reconhecer a própria força e não depender demais de ninguém. Sempre que dependemos do outro, o outro pode falhar conosco eventualmente e qualquer felicidade excessivamente buscada fora de nós é absolutamente temporária. Procure, neste momento, cultivar a referência do seu próprio poder pessoal e não se deixe levar demais pelos conselhos alheios. Reconheça, em si, a autoridade para comandar sua própria vida.

Conselho: Seja mais independente neste momento.

Tá bom, então.





Adeusinho

15 11 2007





Aqui dentro

15 11 2007

Combinamos de tomar um chopp depois do trabalho. Dois ônibus depois, chego na Paulista debaixo de uma garoa fina. Os pingos engrossam e começam a pingar com mais força. Não corro, continuo caminhando pela avenida, com um calhamaço de jornais. Ia passar em casa de qualquer jeito, mas queria só entrar e sair. Os jornais molharam muito. As lentes de óculos foram inutilizadas pelos pingos da chuva. Não há mais marquises nessa região, caramba.
Depois do banho quente, um pedaço de bolo de chocolate branco. Não quero mais chopp, mais nada.





On the go

12 11 2007

Já vou, será
eu quero ver
o mundo eu sei
não é esse lá

por onde andar
eu começo por onde a estrada vai
e não culpo a cidade, o pai

vou lá, andar
e o que eu vou ver
eu sei lá

não faz disso esse drama essa dor
é que a sorte é preciso tirar pra ter
perigo é eu me esconder em você
e quando eu vou voltar, quem vai saber

se alguém numa curva me convidar
eu vou lá
que andar é reconhecer
olhar

eu preciso andar
um caminho só
vou buscar alguém
que eu nem sei quem sou

Eu escrevo e te conto o que eu vi
e me mostro de lá pra você
guarde um sonho bom pra mim

eu preciso andar
um caminho só
vou buscar alguém
que eu nem sei quem sou





Sem afobação

9 11 2007





Síndrome

8 11 2007

Quando acorda, ela fica paralisada. Olha pro relógio, sabe que está na hora. Os ponteiros não respeitam a força que a prende, permanece com os olhos fechados. Quando solta as pálpebras, já está tarde. Muito tarde, já é tarde, muito tarde, como gritava o coelho enquanto corria com o relógio na mão. Passou tanto tempo que não vai fazer diferença ficar parada só mais um pouco.
Duas horas depois, em pânico, ninguém percebe o quanto ela está perturbada. Toma uma chuveirada, troca duas vezes de roupa antes de sair. Na portaria do prédio, vacila se toma o táxi no ponto de sempre ou pára um ali mesmo. Talvez mais pra frente seja melhor (reza pra que o motorista, só dessa vez, saiba o caminho, por favor). Caminha para a primeira opção com alguns cadernos do jornal do dia nas mãos. Entra, avisa o destino e se perde nas colunas do dia.
Sempre que está atrasada, parece haver mais trânsito na cidade. O motorista se perde, pega a ponte errada e fica dando voltas, voltas, voltas, acompanha o ponteiro dos segundos.
Os relógios não têm misericórdia. Ela parece não ter pena do que faz consigo. O tempo está preparado para esmagá-la. Não há remédio. Fica surpresa, às vezes, com a sensação do tempo parecer uma mentira e acha incrível a velocidade da pós-modernidade. Tragam-me de volta o tempo, minutos inúteis! Onde foi parar aquele coelho calhorda?





Os embalos

4 11 2007

Morrissey ecoa pelo apartamento: some girls are bigger than others. No quarto ao lado, um misto de DR com brincadeirinhas de amor.

Bate a porta na minha cara não! Eu vou aí te dar uma surra, hein?
Ah, vai procurar sua turma!
Hehehehe
Hehehehe

Toca o telefona. Hot Chocolate é a bola da vez no 92 agora: I believe in miracles since you came along you sexy thing.

Qual é o endereço da balada?
Fica na Treze de maio, pra baixo do Glória.
Ah, legal! Pertinho. Te ligo quando estiver saindo cinema.
Beijomeliga.

Ela sai do banheiro com a blusa branca nova e nos pergunta se está bem. Claro, gata. Mexe na platylist e escolhe uma do Jack Johnson. Três acordes e muda de novo. Timbalada: I miss you, darliiiing.

23h52