Quem escreve nas estrelas?

29 04 2008

Domingo, 13.
Coincidências não existem ou o mundo é uma grande coincidência?

Quarta, 16.
O mundo é uma coincidência de acasos. Bem marcados…
*
Já diria Tetê. Vamos marcar um acaso amanhã? Vai no aniversário do nosso amigo em comum?
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Só vou poder chegar por acaso depois da meia-noite. Rola coincidência?

Sexta, 18.
Meu dia começa e o seu termina. Bom descanso…
*
Pois é. Valeu! Acho que a gente coincidiu muito pouco ontem. Nem pra coincidir direito…
*
Caso do acaso uma coincidência que não coincide.

Sábado, 19.
Qual o telefone do acaso? Preciso falar com ele.
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Pode ligar nesse mesmo que eu passo pra ele.
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Fala pro acaso que eu gosto de coincidência.
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Passou o recado?
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Ele disse que prefere ouvir pessoalmente. Quem sabe no Inferno?
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Diz pra ele pra ele que estou triste por estar fora da cidade, mas penso nesta vida de acaso e estrelas.
*
Complicada essa vida de acaso. Muita madrugada e pouca coincidência.
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Já ouviu falar em serendipity?
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É de comer?
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A explicação necessita cerveja…

Segunda, 21.
Será um sinal o show da Tetê nessa semana?

Terça, 22,
Muita coincidência e pouco tete-a-tete.
*
Como a gente resolve essa questão? Ou seria quando?

Quinta, 24.
Que tal hoje? “Num cinema perto de você.”
*
Trabalho até meia-noite essa semana…
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Tem cinema perto de você no sábado?
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Hum… No sábado, o cinema mais perto de mim será a uns 600 km daqui.
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Deixamos pra semana que vem, então?





k7 2.0

26 04 2008

Eu gravei a minha fitinha pela internet, influenciada por ela.





O fucking jornalismo de Tintin

26 04 2008





Fascinação por antena colorida

26 04 2008

Acho engraçado como a vida pode mudar de um milésimo de segundo para outro. De repente, tum. Tudo o que alguém achava ser verdade se perde. Ou se transforma. Sei lá. Não foi exatamente isso o que aconteceu com a gente.
Demorou um minuto pra nos conhecermos. E um fim de semana para sermos amigos. Alguns minutos pra você cortar meus cabelos algumas semanas depois. É preciso realmente confiar em alguém para deixar que toque nos cabelos.
Eu já tinha falado que queria, meio da boca pra fora. Mas tive certeza que podia confiar quando vi sua admiração pela antena colorida que podemos ver da janela da sala. Eu, aliás, nunca havia notado que ela muda de cor. Qual era mesmo sua combinação favorita? Acho que do azul na base, com a variação do espectro até o rosa na ponta. “Você já tinha notado que ela muda de cor?” Ah, fala sério que você não tinha percebido, ela respondeu. Se soubesse de tudo o que eu não percebo.
Cheio de orgulho, tesoura na mão, ele me ajudou a ganhar o movimento que não encontrava nas cabeças que via pelas ruas. Enquanto cortava meu cabelo, falava muito sobre si mesmo, da onde aprendeu sobre arte. E, como sempre, reclamou de um monte de coisas, ao ponte de eu começar a me irritar. Então perguntei: do que você gosta, afinal?
“Eu gosto do seu cabelo.”
E eu, de antenas coloridas. Como você.





Absolutamente

26 04 2008

Quando estava no segundo ano da faculdade, pedi um livro no empréstimo entre bibliotecas. “Pergunte ao Pó”, do Fante. Na época só havia um exemplar, com as folhas já amareladas, na biblioteca na Unicamp. O livro demorou uns 15 dias para chegar na minha mão, em Bauru. Li a história sobre o escritor-perdedor num par de dias. Em uma das páginas, com lápis, escrevi pra você palavras de amor. Hoje vejo que era um amor idealizado, portanto simples na complexidade absolutamente humana.
Depois, te mandei um e-mail dizendo que precisava consultar determinada página do livro “Pergunte ao Pó”, de John Fante, que estava disponível na biblioteca tal de tal instituto, corredor Y, estante X. Perguntei se poderia, por favor, ir até a biblioteca pra mim e mandar a frase literal do Fante sobre a angústia do narrador. Pedi que corresse os olhos pela página gasta até encontrar a frase que eu precisava para citar em um trabalho inventado de literatura. Coisa simples, sabe? Pra quando estiver com tempo sobrando…
Você disse que retiraria o livro e mandaria a frase por e-mail pra mim dentro de alguns dias. Mas na confusão do dia-a-dia, enrolado com coisa mais importante pra fazer, nunca conseguiu me fazer esse favor. E hoje me pergunto se as palavras ainda estão lá. Talvez a bibliotecária, zangada com o vandalismo de alguém que escreve com lápis em livros públicos tenha usado uma borracha para mostrar o que é civilidade. Talvez, entre as tantas palavras e letras que uma biblioteca tem, as minhas permaneçam lá, escritas com um grafite aflito.





Juízo

18 04 2008

Já tenho quase 32 dentes. Dois estão perto de ajudar o resto da turma na mastigação. Os outros já avisaram que vão chegar, mas se escondem na carne da minha boca.
É uma sensação estranha. Teoricamente, deveria tê-los arrancado antes de serem de fato dentes. Optei por deixá-los aqui. Tanto tempo se passou e só agora resolveram dar as caras.
Se forem mesmo de juízo, é mais coerente mesmo o momento de aparecer. Há um ano, quando descobri que estavam por vir, de sizo eu mesma tinha pouco. Coisas que só o tempo mesmo consegue resolver. Chega uma hora na vida em que todos ganhamos quatro dentes e experiências que não podem simplesmente ser arrancadas.
Os dentes podem.





Sexta-feira, 11 de abril. 19h23

11 04 2008

Estas são as cinco notícias “mais lidas” da Folha Online neste instante.

1. Em pouco mais de 4 horas, pai e madrasta de Isabella são soltos
2. “Eu não sou assassina”, afirma madrasta de Isabella
3. Mulher Melancia pára Ceagesp em SP
4. “Simples suspeitas” não justificam prisão, afirma desembargador
5. Biocombustíveis são responsáveis por disparada dos preços alimentares, diz Bird

Nem vou falar de ironia pra não ser irônica.





Mochileiro impreciso

4 04 2008

Elis diz:
Quantas calorias tem uma bala 7belo?
Brendãn diz:
7, bela

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Ele pegou uma mochila, um palm e uma máquina e, todo Macunaíma, partiu para o Nordeste. Por enquanto, dá pra acompanhar o olhar pelas fotos, mas prometemos novidades para breve. ;)





Repeat

4 04 2008





Girl next door

3 04 2008

Enquanto passava a margarina no pão com cuidado, com os dedos delicados segurando a faca, inspirava o namorado pseudo-poeta a escrever palavras rasas de amor.