Quase

24 06 2008

Elis diz:
Fulano! Tá aí?
(/verdade)

Elis diz:
Posso me apaixonar pelo seu eu-lírico?
(/poesia imaginária)

Elis diz:
Oi! Então… Eu estava lendo o blog e comecei a ler o livro.
Elis diz:
=)
Elis diz:
Eu gosto do que você escreve.
(/verdade)

Elis pensa:
OUCH!
(/será?)





O que se é

21 06 2008

A dor permeia cada segundo do meu dia. Cada milésimo de tempo corrido. Finjo que não percebo pra deixar o rio continuar correndo. Viver nunca mais será a mesma coisa. A sensação de falta interfere em tudo. No dia-a-dia, correria, ela se disfarça. E, de vez em quando, vem de uma vez, insustentável, no turbilhão que me tornei.
Ele, certamente, rema na terceira margem do rio.
Com ele, se foi um pedaço da minha vida. Memórias, nomes de planta, de passarinho, lembranças de lugares, de pessoas, músicas. O suco de laranja que ele adoçava com mel. A felicidade simples de estar em casa. A alegria de falar com quem se ama pelo telefone. Alguma novidade? Não, tudo velho. As piadas de sempre. Tudo virou coisa da minha cabeça, da memória que agora é só minha. Indivisível.
Quando eu voltava pra casa, a gente ficava com a TV ligada nos telejornais e nunca prestava atenção em nada. Ele tinha tantas histórias mais interessantes pra contar. Eu já tinha ouvido praticamente todas, um milhão de vezes, mas não me cansava estar com ele ali. Por mais que a história fosse conhecida, nunca era do mesmo jeito. O tom da voz, as pausas, as risadas, as lições simples que permeavam as frases. A forma como me olhava de lado de vez em quando, com os olhos nem azuis, nem verdes, nem castanhos, nem cinza. Não existe um nome de cor para o olhar dele, protagonista das histórias que eu nunca me cansaria de ouvir.
De manhã, conversávamos cochichando. Mesmo que só estivéssemos os dois em casa. Porque era de manhã e era assim que tinha que ser.
Gostava de dividi-las comigo e com as pessoas amigas. Algumas, no entanto, contou só pra mim. Eu guardei, como ele, tudo dentro do meu coração. Agora, faço um trabalho solitário de torná-las minhas porque ele não existe mais.





Bodysnatchers

12 06 2008

Às vezes, eu acordo pós-moderna demais pra guerrilha.

I do not
Understand
What it is
I’ve done wrong
Full of holes
Check for pulse
Blink your eyes
One for yes
Two for no

I have no idea what I am talking about
I am trapped in this body and can’t get out
Ooooohhhh

You killed the sound
removed backbone
A pale imitation
With the edges
Sawn off

I have no idea what you are talking about
Your mouth moves only with someone’s hand up your ass
Ooooohhhh

Has the light gone out for you?
Because the light’s gone for me
It is the 21st century
It is the 21st century
It can follow you like a dog
It brought me to my knees
They got a skin and they put me in
They got a skin and they put me in
All the lines wrapped around my face
All the lines wrapped around my face
And for anyone else to see
And for anyone else to see

I’m a lie

I’ve seen it coming
I’ve seen it coming
I’ve seen it coming
I’ve seen it coming





Nem pré, nem fixo

11 06 2008

Fase 2: em andamento.

Não é que eu queira “apagar os erros da vida”. Nah. Cada besteira feita é um tijolinho responsável por quem sou hoje.
Mas sabe como é, às vezes, um pouco de radicalismo também pode ser adequado para alguém que relativiza tudo.

And I just keep walking, WALKER, Johnny.





Dos prefixos

11 06 2008

Ela me disse que o problema dele é o mesmo dos outros: a combinação das primeiras letras do nome próprio. Será que é por isso também que eu acho que gosto dele?
A outra alerta para a possibilidade de este ocupar o lugar que o primeiro ocupou. Fazia muito mal pra você, não?
O primeiro eu vou deletar da minha vida. Hoje já dei o primeiro passo. Não vai sobrar vestígio virtual sobre vestígio virtual, você vai ver, promete a si mesma. Nem o sufixo ordinário fará diferença.
O problema todo está na confusão de vozes presentes no texto. É que ela realmente acredita que o destino possa estar pregando uma peça de prefixos repetidos.
Uma amiga tinha problemas com Tiagos. Bastava o cara chamar Tiago ou Thiago e ela tinha certeza que a química, paixão ou seja lá o nome disso, era certa. Outra acreditava que todo o azar existia pelo fato do ano ser par. Falta tanto para o ímpar chegar. Uma vaga indagação assopra rumores de que em um ano ímpar qualquer, ela, par.





Mais uma fitinha

6 06 2008

Dessa, eu fiquei tão orgulhosa!
Coloque seus fones de ouvido já e corre pra lá que a vida é curta.





Ice, ice, babe

6 06 2008

Sigo em treinamento para me tornar a mulher de gelo. Já avancei mais do que imaginava. É isso. Técnicas de criogenia já (!) para este nem tão velho, nem tão cansado de bater.
Dentro de 10 anos descobrem um jeito de fazê-lo voltar à vida e então a gente conversa.

beijomeliga





Som suave e cor vibrante

3 06 2008