Este o primeiro Natal sem meu pai.
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No ano passado, a gente brincava que o Natal desse ano passariamos todos juntos na Italia.
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Estou num internet point em Florença agora. Ontem vi o Papa pelo telao na praça de Sao Pedro, em Roma.
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Meu pai teria se emocionado.
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Parei com essa historia de tentar entender.
?
25 12 2008Comentários : 4 Comentários »
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A morte do k7 2.0
19 12 2008Fiquei realmente triste ao receber esse e-mail. Eu tinha um monte de fitinhas.
We regret to announce that Mixwit will cease to exist at the end of the
year.The website and profiles will be turned off around Dec 27th and
all embedded widgets will stop playing before the end of December.
We’ve put a year of work into Mixwit so this choice wasn’t taken lightly. I
won’t go into the details of our situation but state simply that we
boldly marched into in a position best described as “between a rock and a
hard place.” We’re very grateful to be have been part of the mixtape
revival of ‘08 and are satisfied to be able to to bow out while things
are still good.
You guys are all amazing. It’s clear that all of you put a ton of time and
effort into your mixes. For me personally, I was looking forward to all of
the designs people created for their tapes. There was a lot of basic tapes
and many lovely photos, but the designs and artwork – WOW!
We’re very sorry that this has to end. We’re going to try to figure out
some way to archive the artwork and playlists, if for nothing at least
historic value. As for now, everything needs to be shut down by the end
of the year just to make sure we’ve got a clean start for 2009.
We’ll return early next year with a new company and new toys. Until
then, enjoy the holidays and please take good care of yourselves,
your families, and your friends =)
- Radley & Mike
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Ovo
19 12 2008E soh pra registrar quao pequeno é esse mundinho de nosso Senhor, que conste nos autos que perdida na tal estaçao de Vintimille, encontrei absolutamente POR ACASO um dos italianos da festa de Marseille.
Prova concreta dos mustaches:

ça va
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Cristovao Colombo, o genoves
19 12 200822:49
eu: Gata! Precisamos muito viajar juntas! MUITO! Cheguei hoje em Genova. To hospedada na casa de um casal de velhinhos fofos.
eu: Conheci um casal de ingleses no trem e eles me trouxeram pra cah!
eu: Pois eh… Tive que abrir mao de Milao!
eu: Genebra foi o que mais surpreendeu. Mas depois de Genova, os dois estao pau a pau.
eu: A mulher fez polenta e ele abriu um vinho de 30 anos pra gente! Disse que era uma ocasiao especial. TRINTA ANOS. T-R-I-N-T-A! O vinho é mais velho que os ingleses e eu!
eu: Fofo demais!!! Pois ehhh!!!
22:52
eu: Eh um casal de ingleses. Foram dormir agora! E eu to sozinha no quarto do computador! Incriveeel!
22:53
eu: Hihihihi Fico sim!! Preciso achar o cabo da minha maquina. To feliz!
22:57
eu: Rolou, peguei o primeiro trem pra Italia hoje de manha, mas o trens estavam em GREVE! Aiii, gata. Super ultra MEGA te entendo.
22:59
eu: A gente nao tem uma vida de verdade no Brasil. O que a gente ta fazendo com a nossa vida??? Nao eh justo!
eu: Eu tb!! tenho TANTA coisa pra te contar!!
23:00
eu: E quero tanto te ouvir!!!
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Mec
14 12 2008
Sylvain
Ele simplesmente adora irritar as pessoas. De tanto ficar falando em francês comigo – apesar de saber muito bem que eu não domino a língua – acabou que agora eu entendo quase tudo o que falam ao meu redor. Levanta a sobrancelha, como se soubesse que tem razão em absolutamente qualquer assunto.
A primeira vez que ouvimos juntos “Converting vegetarians”, ele soltou essa: “This music is sex to my ears”. E os amigos dele dizem que às vezes, o cara é “pain in the ass”.
Ele largou a faculdade de medicina pra fazer engenharia, o que na minha cabeça de rótulos brasileiros quer dizer muita coisa. Lê livros sobre teorias de conspiração das sociedades francesas secretas e me ensinou a comer queijo suiço com pão integral no trem pra uma festa de aniversário no meio das montanhas.
Num dado momento da festa, aliás, tirou a roupa e foi nadar na neve. A neve também funciona como geladeira pra vinhos na mão dele.
Fizemos uma festinha na casa dele no sábado passado e foi nessa oportunidade que eu conheci o Sig, o gatinho mais fofo do universo. Ele mora muito longe do centro de Genebra. Quarenta minutos de carro e pelo menos 20 minutos de trem. Chegamos e fomos tomar uma cerveja num bar fuleiro ali do lado, na vizinhança portuguesa. Tem muitos portugueses na cidade. Surgiu a idéia de pedir uma porção de ostras, mas ao contrário do Brasil, onde é possível comer e comprar cigarros a qualquer hora do dia ou da noite, a cozinha do lugar já tinha fechado. Quando outro amigo chegou com fome, ele mudou a entonação pra dizer algo como “Tu est chez moi, il nya pas de problem”, garantindo que cozinharia pra gente mais tarde.
Passamos a noite vendo vídeos no Youtube, ele fez um cozido delicioso com uma massa pronta e ovo pra todo mundo. De manhã, crepes de queijo e nutella. Depois passou a tarde inteira de domingo de roupão, só curtindo a preguiça, assim como o Sig, na caminha de pelúcia ao lado da dele.
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Paris e a lenda do papai noel congelante
14 12 2008
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Se fosse pra escrever sobre quem eu sou
14 12 2008É a primeira vez que eu passo tanto tempo online durante a viagem. Daí que tem um monte de coisas que eu queria contar, até porque tudo ainda tá muito fresco na minha memória.
Esses dias em Marseille tão servindo mais pra repensar muita coisa em relação a quem eu sou e o que eu quero pra mim.
Uma das coisas mais legais que eu fiz até agora foi nadar num balneário de água termal na Suíça. O chão coberto de neve e a gente nadando na água quentinha, indo e voltando da sauna.
A lua domingo passado estava a coisa mais linda do mundo. Eu, com meus novos três amigos. Comemos um fondue incrível e fomos nadar.
Depois de ficar muito tempo na sauna, dava pra ficar de boa ao ar livre durante um tempo até o corpo sentir o vento congelando os ossos.
Brincamos de quem conseguia ficar mais tempo embaixo d’água, arriscamos uma ida a sauna onde todo mundo estava nú e isso foi radical. Ainda não tenho desprendimento suficiente pra falar com detalhes, mas foi uma experiência libertadora. É muito engraçado ver a diferença com que o europeu lida com o próprio corpo. Todo mundo ali pelado não é uma coisa necessariamente erotizada. No caso, não foi mesmo.
Depois, voltamos de carro, ouvindo as mesmas músicas de sempre. E em um dado momento da estrada, uma estação de rádio qualquer tocou a música da Vanessa da Mata com o Ben Harper. Os suiços disseram que um dia na vida, preciso ir a um tal Paleo Festival. Um italiano-suiço que conheci num sushi afterhours é o chefe de segurança do lugar.
Gostei muito desse cara e a coisa deve ter sido recíproca. Ele explicou que o significado do nome da família do meu pai em italiano é algo como “quebra-mágica”.
No museu da Cruz Vermelha em Genebra, descobri que o nome do meu pai é o prefixo de um verbo em francês. Não qualquer verbo. “Melhorar”. Me senti tão bem nos meus dias suiços. E não foi à toa, né?
Ainda tenho mais um mês pela frente aqui no velho continente e, honestamente, não tenho a menor idéia do que vai acontecer.
Escrevo correndo, como se estivesse com pressa de não perder o registro. Estou? É que tem tanta vida lá fora.
No meu penúltimo dia em Estocolmo, há duas semanas, um senhor bêbado, na porta de um pub se emocionou ao me contar da viagem que fez quando era jovem pela Noruega. Ele conheceu uma banda de músicos e viajou com eles pelo país durante um tempo, saindo de Oslo. “Você ainda precisa ir pra Noruega um dia.”
Com lágrimas nos olhos, ele tentou descrever uma moça da banda que tocava cielo e estava sempre com o instrumento por perto. Eu estava sozinha na Suécia, fazia frio e o sol aparecia apenas durante seis horas do dia. Depois de encontrar esse cara, ficou claro pra mim que eu não desejo estar em nenhum outro lugar do que aqui mesmo. Acompanhada por mim mesma, e por um monte de “estranhos” que me aparecem pra lembrar o quanto a vida a vale a pena e o valor imensurável desses momentos fugazes.
Obrigada, Universo.
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A volta de quem não foi
14 12 2008Bem, eu vim. Tô aqui em Marseille, ouvindo o barulhinho da chuva e o tic tac do relógio enquanto a Bárbara dorme. A gente passou o dia meio estragada por causa da festa de ontem. Das festas, porque eram duas.
É impressionante como casa de arquiteto é igual no Brasil ou na França – os mesmos espaços vazios, papéis colados despretenciosamente na parede, pra parecer que o layout não foi planejado, mas virou arte sem querer (Brinqs, você ia adorar!). A primeira festa era com o pessoal estudante de arquitetura.
Então, ontem a gente marcou de se encontrar com a austríaca, a alemã, a uruguaia e mais uma menina que eu não lembro de onde vem no ponto de ônibus pra ir na casa de uns italianos – que aliás, era na verdade a casa de duas espanholas e uma italiana.
Enfim, em algum momento da noite, a Bá me desafiou a pintar um bigode com rolha queimada na cara de algum europeu. E eu tomei o desafio como questão de vida ou morte.
O resto da história é festa na floresta e eu tenho fotos pra provar que meus desejos em Marseille agora são uma ordem. Rá.
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Novidades
14 12 2008Esse blog não morreu. Tô na Zoropa, tentando meio aos trancos e barrancos contar as histórias em www.blogs.abril.com.br/moleskinenamochila
Não sumam!
beijos
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